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Da China para o Futuro: primeiro dia da missão da Inovar na China traz reflexões sobre inovação, tecnologia e cooperação

Presidente da Inovar Cooperativa, Roberta Gordo participa de jornada internacional de conhecimento e inicia série de aprendizados sobre tecnologia, ecossistemas de inovação e novos modelos de cooperação.

Publicado em 15/09/2026
Categoria Novidades
Tempo de leitura 6 min
Texto de Yuri
Da China para o Futuro: primeiro dia da missão da Inovar na China traz reflexões sobre inovação, tecnologia e cooperação
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Presidente da Inovar Cooperativa, Roberta Gordo participa de jornada internacional de conhecimento e inicia série de aprendizados sobre tecnologia, ecossistemas de inovação e novos modelos de cooperação.

A Inovar Cooperativa está do outro lado do mundo em busca de conhecimento, novas perspectivas e experiências que possam contribuir para o futuro da organização.

Representando a cooperativa, a presidente Roberta Gordo participa de uma jornada de imersão na China, acompanhando atividades relacionadas à inovação, tecnologia, novos modelos de negócio e desenvolvimento de ecossistemas.

Para registrar essa experiência, a Inovar inicia a série Da China para o Futuro, que acompanhará os principais aprendizados da missão e as reflexões que eles podem gerar para o cooperativismo e para a própria cooperativa.

A proposta não é simplesmente mostrar os lugares visitados.

Queremos entender o que pode ser aprendido com uma das economias que mais investiram em tecnologia, infraestrutura e transformação digital nas últimas décadas e, principalmente, refletir sobre como esses conhecimentos podem ser interpretados a partir dos princípios do cooperativismo.

Tecnologia é parte da transformação, não o ponto de partida

O primeiro dia trouxe discussões sobre a evolução das fintechs, o uso de dados, inteligência artificial, computação em nuvem, blockchain, infraestrutura digital e modelos de governança.

Apesar da forte presença da tecnologia nos conteúdos apresentados, uma das principais conclusões foi justamente que a tecnologia isoladamente não resolve problemas.

O modelo discutido durante as atividades conecta cinco elementos:

Cenário real, dados confiáveis, tecnologia digital, capacidade financeira e governança.

Esses componentes precisam funcionar de forma integrada para produzir resultados. 

O conceito ajuda a compreender uma diferença importante entre simplesmente digitalizar uma organização e efetivamente transformá-la.

Adotar uma nova ferramenta não significa necessariamente inovar.

Para que a tecnologia produza valor, é preciso primeiro compreender o problema que precisa ser resolvido, organizar os processos envolvidos e garantir que as informações utilizadas sejam confiáveis.

Somente então a tecnologia passa a potencializar aquilo que já foi estruturado.

Dados precisam gerar decisões

Outro elemento recorrente ao longo do primeiro dia foi a importância dos dados.

Big Data e inteligência artificial permitem combinar informações provenientes de diferentes fontes e transformar grandes volumes de dados em análises, identificação de padrões e apoio à tomada de decisão. 

Um dos exemplos apresentados foi o MYbank, instituição que utiliza dados provenientes de plataformas digitais para automatizar processos de análise de crédito.

Segundo os números apresentados durante a aula, o modelo conseguiu reduzir um processo que anteriormente poderia levar semanas para aproximadamente três minutos, além de diminuir significativamente o custo de cada operação. 

Mais importante do que os números, entretanto, é o princípio por trás deles.

Dados estruturados permitem compreender melhor uma realidade. Tecnologia permite processá-los. E uma estrutura adequada de governança permite transformar essas informações em decisões.

O desenvolvimento começa pelas pessoas

Apesar de toda a infraestrutura tecnológica existente na China, outro tema recebeu grande destaque: capital humano.

O desenvolvimento das fintechs chinesas foi apresentado como resultado não apenas de investimentos tecnológicos, mas também da existência de uma grande base de profissionais qualificados e de instituições de ensino capazes de desenvolver competências relacionadas à tecnologia e à inteligência artificial. 

A relação apresentada pode ser resumida da seguinte maneira:

Educação, formação tecnológica, instituições, inovação.

Para uma cooperativa de saúde, essa reflexão é especialmente relevante.

A principal capacidade de uma organização como a Inovar está nas pessoas que fazem parte dela.

Investir em formação, Educação Permanente e desenvolvimento profissional também significa investir na capacidade futura da própria cooperativa.

Foto: Roberta-Gordo-Posa-Ao-Lado-Da-Placa-SISU

Cooperar também é compartilhar capacidade

Talvez uma das experiências discutidas durante o primeiro dia que mais dialogue com os princípios cooperativistas tenha sido o modelo do Zhejiang Rural Commercial United Bank.

Mais de 80 instituições financeiras independentes participam de uma estrutura conjunta de desenvolvimento e compartilhamento de tecnologia.

Cada instituição mantém sua própria personalidade jurídica, enquanto uma plataforma comum oferece infraestrutura, sistemas, modelos de dados e capacidades tecnológicas compartilhadas. 

O resultado é que instituições menores conseguem acessar tecnologias que seriam muito mais caras ou complexas caso precisassem desenvolvê-las individualmente.

O próprio conteúdo apresentado relaciona essa construção de baixo para cima a uma lógica próxima ao cooperativismo. 

A experiência produz uma reflexão importante:

cooperar também é compartilhar capacidade.

Conhecimento, infraestrutura, tecnologia e recursos podem ser desenvolvidos coletivamente, permitindo que diferentes organizações tenham acesso a capacidades que isoladamente seriam mais difíceis de construir.

Testar, aprender e depois ampliar

Outro princípio apresentado durante o primeiro dia foi a forma gradual utilizada em determinadas iniciativas chinesas.

A lógica pode ser resumida em quatro etapas:

Projeto-piloto, avaliação, ajustes e ampliação.

Em vez de iniciar grandes transformações em toda a estrutura de uma só vez, determinadas políticas e soluções são testadas em ambientes menores, avaliadas e ajustadas antes de ganhar escala. 

É uma ideia simples, mas poderosa.

Inovar também significa experimentar, medir resultados, aprender com os erros e evoluir antes de ampliar uma solução.

O que a Inovar leva da China?

A primeira resposta começa a surgir já neste primeiro dia.

Inovar não significa simplesmente adquirir tecnologia.

Significa criar conexões entre pessoas, conhecimento, dados, processos, tecnologia e estratégia.

Significa compreender que a transformação digital precisa estar a serviço das pessoas e dos objetivos da organização.

E significa reconhecer que a cooperação pode permitir que capacidades complexas sejam construídas coletivamente.

O próprio material de reflexão preparado a partir da missão resume esse aprendizado ao afirmar que tecnologia deve fortalecer a finalidade da cooperativa, melhorar a experiência dos cooperados, reduzir desperdícios, gerar eficiência e ampliar oportunidades. 

Para a Inovar, essa experiência também representa uma oportunidade de observar o que está sendo feito fora do Brasil e transformar conhecimento em reflexão sobre seus próprios caminhos.

Ainda há muitos dias de viagem pela frente.

E novos aprendizados virão.

Ao longo da série Da China para o Futuro, continuaremos acompanhando essa jornada e compartilhando experiências, ideias e questionamentos que podem ajudar a pensar os próximos capítulos da Inovar Cooperativa.

Porque conhecer novas tecnologias é importante.

Mas compreender como utilizá-las para melhorar a vida das pessoas é o que realmente transforma.

Da China para o Futuro.

Aprender hoje. Transformar amanhã.

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