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Da China para o Futuro: terceiro dia mostra que cooperar também é construir ecossistemas

No terceiro dia da missão da Inovar Cooperativa na China, Roberta Gordo aprofundou conhecimentos sobre organização cooperativista, governança e integração entre cooperativas. A agenda também incluiu uma visita ao complexo do Alibaba e experiências em Hang

Publicado em 16/09/2026
Categoria Novidades
Tempo de leitura 6 min
Texto de Yuri
Da China para o Futuro: terceiro dia mostra que cooperar também é construir ecossistemas
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O terceiro dia da jornada Da China para o Futuro começou olhando para algo que está na própria origem da Inovar: o cooperativismo.

Representando a Inovar Cooperativa na China, a presidente Roberta Gordo participou de mais uma etapa da missão de conhecimento, desta vez com discussões sobre modelos cooperativistas, formas de organização, governança, participação dos membros e integração entre cooperativas.

Entre diferentes experiências apresentadas ao longo das atividades, uma ideia se destacou:

A cooperativa existe para realizar coletivamente aquilo que, sozinho, cada membro teria mais dificuldade, maior custo ou menor capacidade de alcançar. 

É uma definição simples, mas que ajuda a compreender por que o cooperativismo pode assumir tantas formas diferentes e continuar preservando um princípio comum.

Pessoas com necessidades semelhantes se organizam.

Recursos são compartilhados.

Capacidades são construídas coletivamente.

E aquilo que seria mais difícil individualmente passa a ser possível por meio da cooperação.

Da necessidade individual à capacidade coletiva

Foto: Delegação-Cooperativista-Brasileira-posa-para-a-foto-em-frente-a-sede-do-Alibaba

Entre os modelos discutidos durante o terceiro dia, foram apresentadas organizações que surgiram para responder a necessidades específicas de seus membros e, conforme amadureceram, começaram a compartilhar cada vez mais estruturas, tecnologia, conhecimento, serviços e acesso ao mercado.

Também foram observadas experiências nas quais cooperativas se conectam a outras cooperativas, criando redes mais amplas de atuação. 

O conceito provoca uma reflexão importante.

Cooperar não significa apenas dividir custos.

Pode significar somar capacidades.

Uma organização pode possuir conhecimento.

Outra pode ter infraestrutura.

Outra pode desenvolver tecnologia.

Outra pode abrir acesso a determinado mercado.

Quando essas capacidades conseguem trabalhar de maneira integrada, o resultado pode ser muito maior do que aquilo que cada participante conseguiria desenvolver isoladamente.

E o que isso nos faz pensar sobre a Inovar?

Foi inevitável olhar para essa experiência pensando na própria trajetória da Inovar.

A cooperativa começou sua história com a prestação de serviços na área da saúde.

Mas, ao longo do caminho, outras necessidades começaram a aparecer.

Educação Permanente.

Tecnologia.

Desenvolvimento profissional.

Formação.

Cuidado continuado.

Relacionamento.

Comunicação.

Novos serviços e novas oportunidades para os cooperados. 

Pouco a pouco, aquilo que poderia ser visto apenas como uma coleção de projetos começa a assumir outra forma.

Um ecossistema.

Hoje, podemos olhar para a Inovar conectada a iniciativas como a Casa Viva, o Centro de Treinamentos, a Educação Permanente, o aplicativo da cooperativa, os projetos de desenvolvimento profissional e outras frentes que seguem sendo construídas. 

A questão que surge é importante:

Talvez o nosso próximo salto não esteja simplesmente em fazer mais. Talvez esteja em conectar melhor aquilo que já estamos fazendo. 

Crescer sem perder a essência

Existe um desafio natural em qualquer organização que cresce.

Quanto mais projetos, unidades, serviços e pessoas passam a fazer parte de sua estrutura, maior se torna a necessidade de profissionalização da gestão.

Também cresce a importância da tecnologia, dos processos e da definição clara de responsabilidades.

A experiência observada durante a missão mostrou que esses movimentos não precisam representar um afastamento dos princípios cooperativistas.

É possível incorporar tecnologia.

É possível desenvolver novos negócios.

É possível ampliar a atuação.

É possível construir estruturas mais profissionais.

Mas o cooperado precisa continuar ocupando o centro dessa construção.

Ao mesmo tempo, quanto maior se torna o ecossistema, maior deve ser o compromisso com governança, participação, transparência e propósito. 

Crescer, portanto, não significa apenas ganhar tamanho.

Significa também desenvolver a capacidade de coordenar melhor tudo aquilo que está sendo construído.

Do cooperativismo ao ecossistema Alibaba

Depois das atividades relacionadas ao cooperativismo, o terceiro dia ganhou uma nova perspectiva com a visita ao complexo do Alibaba.

A experiência permitiu conhecer um pouco da história da organização e observar como uma empresa que nasceu solucionando determinados problemas conseguiu, com o passar do tempo, construir conexões entre diferentes atividades e formar um ecossistema muito mais amplo. 

É importante fazer uma distinção.

Uma cooperativa brasileira de serviços de saúde e um grande grupo empresarial de tecnologia chinês são organizações completamente diferentes.

Não se trata, portanto, de comparar diretamente seus modelos.

A reflexão está em outro ponto.

Organizações podem começar resolvendo um problema específico e, conforme desenvolvem novas capacidades, encontrar maneiras de solucionar outros problemas relacionados ao mesmo público.

Foi justamente essa provocação que a experiência deixou:

Um serviço pode ser o início de uma relação. E essa relação pode dar origem a novas conexões. 

Um ecossistema precisa gerar valor

Essa talvez seja uma das distinções mais importantes.

Construir um ecossistema não significa simplesmente criar mais empresas, produtos ou serviços.

A expansão precisa gerar valor.

Para os cooperados.

Para os clientes.

Para os parceiros.

E para a sociedade.

Esse é o crescimento que a Inovar busca construir. 

Cada novo projeto precisa conversar com uma necessidade.

Cada nova estrutura precisa contribuir para um propósito.

E cada nova conexão precisa fortalecer aquilo que está no centro da cooperativa.

Aprender também significa experimentar novos lugares

O terceiro dia também reservou momentos para conhecer mais de Hangzhou, incluindo uma visita ao Xixi Wetland.

Porque uma missão de conhecimento não acontece apenas dentro das salas de aula ou durante visitas técnicas.

Ela também acontece na experiência de conhecer outras culturas, observar cidades, conviver com diferentes pessoas e entrar em contato com outras formas de enxergar o mundo. 

Em muitos momentos, uma viagem como essa produz mais perguntas do que respostas.

E isso também faz parte do processo.

O aprendizado do terceiro dia

Depois de três dias de missão, uma nova pergunta começa a ganhar forma.

Talvez o futuro da Inovar não esteja apenas em desenvolver novos projetos.

Talvez esteja na maneira como conseguimos fazer esses projetos trabalharem juntos.

Criar conexões.

Compartilhar capacidades.

Desenvolver pessoas.

Integrar conhecimento.

Utilizar tecnologia.

Fortalecer a governança.

E criar novas oportunidades sem perder aquilo que nos trouxe até aqui.

O terceiro dia da jornada Da China para o Futuro termina, portanto, com três perguntas:

O que podemos fazer diferente?

O que podemos conectar?

O que podemos construir juntos?

E existe ainda uma quarta, talvez a mais importante:

Como podemos fazer a Inovar continuar crescendo sem nunca deixar de ser essencialmente cooperativa? 

A jornada continua.

E, a cada nova experiência, a Inovar segue trazendo da China não apenas referências, mas novas formas de pensar o próprio futuro.

Da China para o Futuro.

Aprender hoje. Transformar amanhã.

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